sexta-feira, 25 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
“Araguaia Lugar de Luta, ontem hoje e sempre”
Coletivo Araguaia de Luta pela Educação (CALE)
UFT CAMPUS DE ARAGUAÍNA
No próximo dia 22 teremos eleições para Reitor
Veja esta notícia e pense bem em quem votar!
CGU investiga desvio de recursos pela Fundação de Apoio
da Universidade Federal do Tocantins (FAPTO)
Operação Apoio Zero apura irregularidades de cerca de R$ 800 mil em
projetos de ensino, pesquisa e extensão da entidade.
De acordo com as investigações, a Controladoria identificou desvios de,
ao menos, cerca de R$ 800 mil em 2014, a partir de pagamentos por
serviços não executados, direcionamento de contratação e transferências
bancárias indevidas. Além disso, a operação revelou a existência de
transferências de recursos da FAPTO que beneficiaram empresas ligadas
a dirigente da fundação na época.
Houve também transferências irregulares de mais de R$ 4 milhões entre
as contas correntes específicas de projetos de ensino, pesquisa e extensão
ligados à universidade em 2014, além de contas genéricas de administração
da fundação. São alvos um ex e um atual dirigente da FAPTO,
empresários e pessoas físicas e servidor público da alta
administração da UFT.
Disponível em:
http://www.acessoainformacao.gov.br/assuntos/recursos/recursos-a-cgu
É hora de uma Lava-jato na UFT, Japonês onde está Você?
Prezados colegas, o momento é de luta!
O Coletivo Araguaia de Luta pela Educação (CALE)
entende que não podemos apoiar uma chapa do continuísmo,
os candidatos da Reitoria não têm condições de promover
mudanças, porque estão desgastados e desacreditados por
toda a comunidade acadêmica, pois estão no poder e querem
permanecer a todo custo, por que será? As denúncias de
irregularidades são graves, não queremos ser estudantes de
uma UFT manchada pela corrupção onde membros do seu
alto escalão de gestores estão sendo investigados pela Polícia
Federal e o Ministério Público, como afirma a notícia.
É hora de mudança!
Participe da Eleição, convide seus colegas,
denunciem nas redes sociais as possíveis manobras e
as tentativas de fraudar o processo eleitoral, queremos
uma eleição limpa.
Diga não aos representantes estudantis oportunistas,
que se vendem por favores e nunca estão presentes
para lutar pelos nossos direitos.
Por que votar na chapa 20 UFT Livre?
Porque precisamos de uma nova Gestão que não esteja
comprometida com os vícios, que possua independência e
seja capaz de promover as mudanças necessárias para
melhorar nossa Universidade.
Enquanto estudantes preocupados com a nossa
Universidade, exigimos:
- Uma auditoria com a presença do Ministério Público e da
CGU em todas as contas e obras da UFT, incluindo nas
entidades estudantis, pois quem não deve não teme!
- Reabertura imediata do RU do Campus de Araguaína e a
implantação de um ponto de refeição no CIMBA.
- Autonomia administrativa para todos os Campi da UFT
Basta de continuísmo e maracutaias, chega de
movimento estudantil pelego, comprado pelos que
estão no poder, vamos renovar a Reitoria, dia 22
dê a resposta.
20 Neles!
“Não ao continuísmo! É hora de MUDANÇA!”
Conclamamos a todos os estudantes da UFT para no próximo dia 22
darmos um basta! Precisamos de uma UFT LIVRE de panelinhas de
arrumadinhos e de outras práticas que tanto mal causam à nossa
Universidade.
MANIFESTAMOS NOSSO APOIO À CANDIDATURA
DA CHAPA 20 UFT LIVRE,
por entendemos que em um momento de
dificuldades, de cortes de verbas para as Instituições de Ensino Superior,
precisamos de transparência dentro da Universidade, de pessoas que
sejam comprometidas verdadeiramente com a qualidade dos
profissionais que serão formados, que deem apoio para projetos de
pesquisas, melhores condições de trabalho para professores e técnicos
administrativos, que realmente mostrem e coloquem em prática
políticas de auxílio aos estudantes como um todo e não apenas a um
grupinho de privilegiados.
Quem é o CALE?
O Coletivo Araguaia de Luta pela Educação (CALE) surgiu a partir da
necessidade de uma liderança, que verdadeiramente represente os
estudantes da UFT. A luta teve início a partir da paralisação de técnicos
e professores, deixando os alunos sem aula, em seguida o fechamento
do Restaurante Universitário (RU) do Campus de Araguaína.
O CALE se organizou e buscou mobilizar-se fazendo um protesto pela volta do
RU e uma extensão na unidade do CIMBA, tendo em vista que a sede
deste é na unidade EMVZ, e a distância que separa as unidades é de
mais de 15 km. Atualmente está presente em praticamente toda a UFT,
nosso objetivo é organizarmos uma representação estudantil livre e
democrática, sem corrupção e que verdadeiramente lute pelo interesse
dos estudantes, buscando uma melhoria da UFT como um todo.
Junte-se a nós!
No dia 22 nossa resposta será 20 neles!
UFT Livre é bem recebida no campus de Gurupi
Gurupi se recusa a perder a chance de mudar para melhor!
Voltamos ao campus da UFT de Gurupi e reafirmamos nosso compromisso com a finalização dos laboratórios e do Restaurante Universitário (RU), bem como a autonomia a partir da descentralização administrativa da universidade.
Professores e alunos que amam a Universidade em que trabalham e estudam
redescobrem a força na unidade e na disposição de lutar
Os campi menores foram os que tiveram mais expectativas fraudadas.
Agora é hora de debater, firmar compromissos e juntar forças para vencer
a mesmice, o retrocesso acadêmico e científico e a corrupção
Conhecemos a capacidade de produção científica dos alunos de Gurupi e reconhecemos que esse campus merece a estrutura necessária aos cursos.
Gente que trabalha firmemente para a UFT avançar, mas não recebe recursos e nem apoio!
Gente que descobre a força no compromisso, na palavra empenhada e na melhoria
da qualificação da Universidade que amam e à qual dedicam a vida!
quarta-feira, 9 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
Chapa UFT Livre divulga sua página na internet
Acesse para conhecer a campanha, ver fotos dos contatos nos campi da UFT e
os diálogos com alunos, professores, técnico-administrativos e funcionários,
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Chapa UFT Livre divulga sua proposta de trabalho
Clique aqui para visitar a página da Chapa UFT Livre e conhecer as propostas de trabalho
dos Professores Expedito (Física - Araguaína) e Eduardo (Pedagogia - Palmas) nas áreas de
Ensino
Pesquisa e Inovação
Extensão Socialmente Referenciada
Comunicação, Cultura e Arte
Política Estudantil
Servidores e Colaboradores
Gestão Sustentável e Infraestrutura
Arquivo
Ensino
Pesquisa e Inovação
Extensão Socialmente Referenciada
Comunicação, Cultura e Arte
Política Estudantil
Servidores e Colaboradores
Gestão Sustentável e Infraestrutura
Arquivo
Pesquisa Eleitoral 2016: Chapas são homologadas e numeração é definida
Foi divulgada nesta sexta-feira, 26, a homologação final das chapas inscritas no processo de Pesquisa Eleitoral 2016. Sem impugnações, a lista divulgada pela Comissão Eleitoral Central (CEC) hoje confirma a participação das chapas 'Confiança e Participação' e 'UFT Livre'. Às 17h, na sala do DCE, a CEC recebeu representantes das duas chapas para a realização do sorteio que definiu os números que serão adotados na votação. Conforme comunicado nº 7, a distribuição ficou assim definida: 'Chapa 10 - Confiança e Participação' e 'Chapa 20: UFT Livre'.
Para acompanhar diariamente o processo eleitoral, clique aqui.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Chapa UFT Livre lança seu cartaz
Os professores Expedito e Eduardo, da Chapa UFT Livre, que concorrem à Reitoria e Vice-Reitoria da Universidade Federal do Tocantins (UFT), lançam o cartaz
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Chapa 'UFT Livre' liderada por Expedito registra candidatura à Reitoria da UFT
Por: @eduardoazev
A disputa é polarizada entre inovação e acomodação.
Chapa 'UFT Livre' saiu na frente! Os professores José Expedito Pereira (dir.) e Eduardo Cezari (esq.) registraram na manhã desta terça-feira, 23, a chapa 'UFT Livre'. Eles concorrerão, respectivamente, para os cargos de reitor e vice-reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Novidade, sorrisos e gente mais jovem!
Nas próximas horas o grupo liderado pela vice-reitora, profa. Isabel Auler, é quem deve realizar o mesmo procedimento até as 18h. A previsão é a de que apenas essas duas chapas concorrerão à reitoria. A homologação final dos inscritos, conforme o regimento eleitoral, serão divulgadas na próxima sexta-feira, 26 de fevereiro. As eleições ocorrerão no dia 22 de março deste ano.
A disputa é polarizada entre inovação e acomodação.
Vice-reitora da UFT Isabel Auler registra chapa 'Confiança e Participação' e concorrerá à reitoria
Por: @eduardoazev
A vice-reitora da UFT, Isabel Auler, acompanhada do diretor do Câmpus de Araguaína, professor Luís Eduardo Bovolato, registraram na tarde desta terça-feira, 23, a chapa “Confiança e Participação”. Juntos, eles concorrerão ao cargo de reitora e vice-reitor.
Com o registro, o pleito conta até o momento com duas chapas inscritas, pois na manhã de hoje (23) a chapa “UFTLivre”, liderada pelo Prof. José Expedito, já havia realizado o procedimento para concorrer à reitoria. A previsão é que apenas essas duas chapas entrem na disputa. A homologação final dos inscritos, conforme o regimento eleitoral, será divulgada na próxima sexta-feira, 26 de fevereiro. As eleições ocorrerão no dia 22 de março deste ano.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
ELEIÇÕES UFT – Conheçam os candidatos à reitoria e os principais problemas do processo eleitoral
O Blog do @eduardoazev entrou em contato com os nomes que foram ventilados nos últimos dias, para confirmar suas intenções em participar do processo eleitoral.
O prof. José Expedito Cavalcante (2) confirmou que registrará chapa e que terá como vice o Prof. Eduardo Cezari (4), do curso de pedagogia.
A atual vice-reitora, profa. Isabel Cristina Auler (1), também confirmou que concorrerá ao cargo de reitora. Nos bastidores, o nome do diretor do Câmpus de Araguaína, professor Luís Eduardo Bovolato, é o mais cotado para assumir a candidatura à vice.
O prof. Élvio Quirino Pereira (3) não descartou a possibilidade de registrar chapa. “Nós ainda estamos dialogando com os membros da comunidade”, afirmou.
O Blog do @eduardoazev também entrou em contato com a Profa. Patrícia Orfila, que disse não ter interesse em concorrer. O prof. George Brito também descartou a possibilidade de se candidatar, mas reforçou que apoiará a Profa. Isabel no pleito.
Outro nome que havia sido veiculado era o do ex-reitor Alan Barbieiro, que atualmente é secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Humano de Palmas. À reportagem, ele negou as especulações. “Não devo me envolver nas eleições, mas seguramente se a Profa. Isabel for candidata eu votarei nela, mas candidato de jeito nenhum. O que a gente tinha para colaborar com a universidade como reitor, já fizemos. Agora eu quero ser só professor mesmo”, declarou.
O Blog do @eduardoazev também entrou em contato com o reitor, Márcio da Silveira, neste sábado, 20, mas as ligações não foram atendidas. Informações de bastidores confirmam que ele não sairá candidato. Uma fonte do Blog chegou a afirmar que ele não declarará apoio à profa. Isabel por causa da sua rejeição no ambiente universitário.
Portanto apenas duas chapas confirmaram interesse em concorrer ao cargo.
PROBLEMA 1
Conforme divulgado, os organizadores do edital que guiará as eleições para a reitoria, representando as respectivas classes, são as seguintes pessoas:
PROFESSORES
José Manoel Miranda de Oliveira
Paulo Cléber Mendonça Teixeira
TÉCNICOS
Diógenes Alencar Bolwerk
Marcos Antônio Baleeiro
ALUNOS
Histefânia Costa Alves
Vanicleisson Dias Karaja Amorim
No texto, a primeira inconstância encontrada é a de que os acadêmicos que representam os alunos são citados como membros do DCE-UFT. Entretanto, mesmo tendo sido eleita em 15 de dezembro de 2015, a Chapa só tomou posse oficialmente nesta sexta-feira, dia 19 de fevereiro. Durante este período, era a Comissão Eleitoral quem respondia pelo DCE.
Na última quinta-feira, 18, em entrevista dada ao Blog do @eduardoazev, a representante discente na organização das eleições para a reitoria, Histefânia Alves, confirmou que também faz parte da Comissão Eleitoral que estava à frente do DCE. Em outras palavras, ela se “autoindicou” ao cargo. Questionada se era errado a pessoa se “autoindicar” para uma a função nas eleições da reitoria, a estudante foi enfática: “É porque ninguém quis na verdade”, disse.
PROBLEMA 2
Os membros da Comissão Eleitoral que são técnicos administrativos possuem uma relação próxima com a reitoria, pois fazem ou já fizeram parte do corpo diretivo. De acordo com uma pesquisa realizada nos Boletins Internos e no Portal da Transparência da UFT, Diógenes Alencar Bolwerk foi dispensado da função comissionada, código FG-01, em 31 de janeiro de 2016, mas foi nomeado no dia seguinte como Diretor de Programas e Projetos da Pró Reitoria de Extensão e Cultura (PROEX).
Já Marcos Antônio Baleeiro era diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação até o dia 31 de outubro de 2015, quando foi dispensado.
O Blog do @eduardoaev entrou contato na tarde deste sábado, 20, com o membro da Comissão de Ética do processo eleitoral da reitoria, Cristian Ribas, para questionar as duas questões informadas anteriormente, já que a Comissão é responsável por impugnar candidaturas. Ele informou que verificaria as situações.
ANÁLISE
Conforme as palavras do Prof. Alan Barbieiro, que ficou por oito anos na reitoria da universidade, precedido pelo Prof. Márcio da Silveira, pode-se perceber que o mesmo grupo é quem dá as cartas por mais de 11 anos na UFT. Mesmo sendo vice-reitora, Isabel é quem de fato está trabalhando na UFT, assumindo muitas vezes o papel de reitora. O desgaste da gestão pelo descaso em que se encontra a universidade – principalmente nas questões físicas e de segurança – de conhecimento dos alunos, técnicos e professores – será um ponto determinante nas decisões de voto.
Outro reflexo deste desgaste pelo qual sofre a gestão está presente nos colegiados, locais onde se percebe grande desmotivação dos professores, pilares centrais na Universidade.
O grupo liderado pela vice-reitora é o mesmo que vem comandando a universidade por vários anos. O desgaste ao longo deste tempo será refletido neste pleito, basta saber se o grupo conseguirá se reinventar para apresentar um Projeto de gestão extremamente inovador. Experiência e conhecimentos administrativos eles possuem.
Os apoios de Alan Barbieiro, Márcio da Silveira e a divisão do colegiado de pedagogia, do qual Isabel faz parte, também podem pesar muito na escolha do voto, tanto para sim quanto para não.
Do outro lado está a oposição, que tem como grande dificuldade o sistema universitário. Questões financeiras também podem pesar neste sentido para este grupo, já que nestes processos sempre há muito recurso envolvido. No entanto, a chapa liderada pelo prof. Expedito tem como vantagem a necessidade de mudança, que há muito já vem sendo aclamada por alunos e professores no âmbito universitário.
Também é importante destacar que os votos são igualmente proporcionais, isto é, alunos, técnicos e professores terão o mesmo direito na hora da escolha. Portanto, os mais visados nesse processo devem ser os alunos, pois são a maioria.
Agora é esperar para ver.
Você pode conferir todas as informações do Regimento Eleitoral AQUI.
ELEIÇÕES UFT – Márcio da Silveira descarta reeleição e declara apoio à profa. Isabel
Por @eduardoazev
O reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Márcio Silveira, não concorrerá a reeleição para a reitoria, mas apoiará a chapa da vice-reitora Isabel Cristina Auler. Ele retornou as ligações do Blog do @eduardoazev na noite do último sábado, 20, e confirmou essas informações.
“Não vou participar. Inclusive estou ajudando a professora Isabel a articular a chapa. O professor Luis Eduardo Bovolato será o vice dela, ele que é muito ligado à minha pessoa. Toda a minha equipe está apoiando ela”, declarou.
Questionado pela reportagem sobre o motivo de não tentar a reeleição, ele afirmou que pretende se dedicar a outros projetos dentro da universidade.
“Eu fui oito anos pró-reitor de Pesquisa na gestão do professor Alan Barbieiro, e mais quatro anos reitor. Na verdade eu tenho 12 anos, que é exatamente a idade da UFT, dedicado à gestão. Eu preciso voltar para a minha atividade da pesquisa, e eu tenho muitas propostas agora para trabalhar fortemente no meu projeto do etanol da batata doce”, afirmou.
Mesmo declarando apoio à candidatura da vice-reitora, Silveira disse que não vai interferir na campanha eleitoral, pois de acordo com ele Isabel precisa ser protagonista neste momento.
“O projeto que ela vai seguir é o projeto que eu e ela desenhamos juntos, então é um projeto de continuidade. Há coisas que evidentemente estão dando certo, agora evidentemente tem coisas que vão ter que ser mudadas, tem coisas que terão que ser inovadas, mas meu apoio a ela é pela continuidade do projeto”, completou.
Silveira permanecerá no cargo de reitor até o dia 04 de junho.
DESISTÊNCIA
Na noite da última sexta-feira, 19, a @Blog do @eduardoazev conversou por telefone com o professor Élvio Quirino, que na ocasião afirmou que não havia descartado a possibilidade de registrar chapa. Já na noite deste sábado, 20, em uma postagem no facebook, ele declarou que não sairá como candidato. Ainda no texto, ele afirmou que também apoiará a profa. Isabel. Nos comentários da postagem foram publicadas muitas mensagens de apoio, mas também algumas críticas à decisão.
DCE-UFT – Dois meses depois de eleita, chapa ainda não tomou posse
Chapa única foi eleita em dezembro de 2015
Imagem: Reprodução/Facebook
Por @eduardoazev
Dois meses e quatro dias depois de ter sido eleita, a Chapa Da Unidade Vai Nascer a Novidade, ainda não tomou posse no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Tocantins (DCE-UFT). Neste período, a Comissão Eleitoral que organizou o Pleito é quem estava responsável pela representação dos alunos da UFT. Pensando nisso, o Blog do @eduardoazev entrou em contato na noite desta quinta-feira, 18, com a presidente eleita, Cinthia Santos Silva, do curso de Ciências Econômicas, para uma entrevista, que foi realizada por telefone.
Durante a conversa Cinthia não soube responder alguns questionamentos, como, por exemplo, se a Comissão Eleitoral publicou – ou não – o resultado da Chapa vencedora. Ela chegou a pedir desculpas pelo fato do grupo ainda não ter tomado posse.
Outro ponto destacado é a questão da presidente eleita não ter conhecimento de que a Comissão Eleitoral é quem está representando os alunos nas discussões que envolvem as eleições da reitoria. Inclusive um membro da Comissão Eleitoral para as eleições do DCE-UFT, se “autoindicou” para uma das vagas e, portanto, está representando (nós) os discentes nas duas comissões. Outra questão levantada foi o fato do ex-presidente do DCE-UFT, Vanicleisson Karajá, ser o outro representante dos acadêmicos.
Em contrapartida, a presidente afirmou que neste período de dois meses a equipe confeccionou um Projeto de Gestão, que será apresentado no próximo dia 27 de fevereiro em Araguaína, às 19 horas, no Cimba. Essa será a primeira ação do DCE-UFT.
Para entender melhor, confira a entrevista realizada para a produção da matéria:
@eduardoazev: Porque vocês ainda não tomaram posse?
Cinthia: “Vou dar o exemplo de Araguaína. Nós temos dois membros da cidade de Araguaína, e aqui as aulas voltaram em fevereiro. É um outro calendário”.
Mas mesmo assim, o que isso interfere na Posse de vocês? É apenas um rito oficial né?
Como?
É um rito oficial a posse no DCE-UFT, para que vocês possam exercer suas atividades, e de fato a chapa foi eleita para representar os alunos.
O DCE estava sendo representando pela Comissão Eleitoral.
Mas vocês é que foram eleitos… Então qual a representatividade que você pode assegurar para os alunos, sendo que vocês deixaram tanto tempo (dois meses e quatro dias), sem dar um respaldo, sem tomar posse?
Como eu te disse… A gente entendeu, né? Esse conceito de calendário, de eleição. Você entende que foi ruim ter uma eleição em dezembro? Você entende que foi um final de ano? Foi um tempo ruim…
Eu entendo que vocês assumiram essa responsabilidade e ficaram dois meses sem tomar posse, é essa a questão que estamos debatendo nessa matéria, inclusive como estudante que eu sou…
Eu entendo, e a gente está tentando consertar as coisas que estão acontecendo na universidade, sabe? Ouvindo muito os alunos e um tempo para refletir também tudo o que está acontecendo. Peço desculpas se foi falha da chapa isso, de não ter tomado posse antes.
Mas poderia ter tomado posse antes Cinthia?
Como eu te disse…
Poderiam ter tomado posse antes, vocês que venceram?
Acho que tudo é uma questão de analisar o cenário também, entendeu?
Regimentalmente, você como presidente eleita do DCE-UFT que tomará posse oficialmente a partir de amanhã, vocês poderiam ter tomado posse antes?
Olha, a posse conforme o regimento são 24h depois que o resultado é publicado né…
Então a resposta está exatamente nessa questão Cinthia.
Mas onde é que a Comissão Eleitoral publicou o resultado da Chapa vencedora?
Você foi eleita a presidente Cinthia, você tem que me dizer isso…
Não Eduardo, tudo bem, então assim amanhã (dia 19/02/16) a gente vai tomar posse, a gente tem que ver o lado bom também né? Que agora a gente tem um DCE e você pode cobrar isso.
Eu queria que você me respondesse qual o respaldo que vocês podem dar, sendo que poderiam tomar posse em 24h e deixaram passar dois meses. Como é que vocês vão ter uma responsabilidade com os alunos da UFT, se vocês não tiveram responsabilidade com a posse de vocês como representantes desses discentes?
Como eu te disse é uma questão de análise de cenário. Entendeu? A gente ia ficar o quê, dois meses sem aula, né? Dezembro quase todo sem nada, sem poder fazer um pouco de gestão. Dava pra fazer o quê? Janeiro também perdido, porque a gente não teria aula. Dez dias faltando em janeiro para Araguaína, ou seja, Araguaína só em fevereiro. É uma análise de cenário também Eduardo. Não é uma questão de só “vamo tomar, vamo”, mas vamos fazer o quê? É muito pior a gente ter tomado posse em dezembro e não ter feito nada, entendeu? Do que a gente tomar posse agora e já ter organizado um Plano de Gestão, que vamos apresentar amanhã (19/02/16), um Plano que será discutido todo no dia 27, e se você for colocar nessa matéria também espero que você convide, né? Os alunos da universidade a participarem e você também está convidado a participar, pra gente discutir esse Plano de Ação do DCE-UFT junto com os Centros Acadêmicos, os alunos que realmente são críticos, como você que está fazendo essa matéria, né? E discutir com a gente também uma Universidade melhor, entendeu?
Mas sabe o quê que aconteceu Cinthia, sobre essa omissão que houve, a Histefânia Alves é presidente da Comissão Eleitoral que coordenou as eleições do DCE-UFT. Esse mesmo DCE-TO é quem indicaria os estudantes para estarem representando os alunos agora nas eleições para a Reitoria. O que acontece, a Histefânia se “autoindicou” (para uma das vagas no dia 16/02/16). Olha já o problema que deu…
Disso eu não posso te confirmar nada…
Eu que estou te afirmando, estou te repassando essa informação, porque ela agora está nas duas Comissões, então já é um problema. Outra situação é a do Vanicleisson Karajás, você o conhece?
Conheço, o ex-presidente (do DCE-UFT), né?
Você deve ter acompanhado a Gestão dele também né?
Tive (acompanhando) na universidade, teve um período de greve, mas estive…
Você sabe bem como foi a gestão dele. Ele é a outra pessoa que está representando os alunos agora nessa Comissão, que auxiliará nas eleições da Reitoria. Então, tudo nessa omissão do DCE-UFT, para você ver o que aconteceu. Esses problemas são alguns que eu consegui identificar até agora. Mas eu queria agradecer você pela atenção tá bom, por ter respondido às perguntas.
Se você puder ajudar a gente a divulgar, dia 27 de fevereiro agora, vai ser um Projeto piloto do DCE-UFT como primeira ação, em Araguaína às 19h no Cimba. É um evento para discutir o Plano de Gestão do DCE-UFT, o que os alunos querem do DCE-UFT. É isso que a gente quer discutir… E o quê que você Eduardo, quer hoje do DCE-UFT?
Como Cinthia? Eu queria que ele tivesse tomado posse, de verdade. Eu queria exatamente isso, que vocês realmente tivessem feito isso para posteriormente serem questionados como entidade, porque hoje vocês ainda não são né? Era isso que eu queria.
É…
A gente agradece novamente a atenção Cinthia.
Tranquilo.
Muito obrigado!
De nada!
Membros
Conforme divulgado na página do facebook da Chapa, 12 pessoas foram eleitas para representar os estudantes. São eles:
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
UFT iniciou 2015 com dívida de R$ 15 mi e teve corte de 50% no orçamento
Atraso em repasses fez com que obras fossem paralisadas em sete câmpus.
Orçamento para 2016 ainda não foi aprovado pelo governo federal.
Patrício Reis
Câmpus de Palmas da UFT (Foto: Fabrício Soveral/G1)
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) teve um corte de 50% no capital previsto para o orçamento de 2015. Além disso, por causa do atraso nos repasses do Ministério da Educação no segundo semestre de 2014, a instituição iniciou o ano com uma dívida de R$ 15 milhões. As informações são da Pró-reitoria de Avaliação e Planejamento (Proap).
Segundo a universidade, o orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a UFT em 2015 foi de R$ 303.715.260,00, com corte de 10% no custeio e 50% no capital.
As dívidas fizeram com que as obras da instituição nos sete câmpus do estado fossem paralisadas. "Para regularizar essa situação, o MEC começou a fazer o repasse aos poucos e a última parcela dessa dívida, referente às obras já executadas, será quitada em dezembro deste ano", disse a instituição.
Já em relação às obras que estão em fase de construção, a UFT afirma que precisa de um capital de R$ 50 milhões para concluí-las. "Com o fim da dívida, todo repasse do MEC voltado para obras será investido nas que foram iniciadas e tiveram que ser paralisadas."
Orçamento 2016
Segundo informações da Proap, o orçamento para 2016 ainda não foi concluído, porque que o Congresso Nacional só poderá aprovar o orçamento após o recesso parlamentar e, depois de aprovado, segue para sanção presidencial.
"Mesmo com a redução da verba, neste ano de 2015, foi autorizada a conclusão de mais três complexos laboratoriais, em Palmas, em Araguaína e Gurupi. Além disso, também foram finalizadas obras importantes como o restaurante universitário de Gurupi e o plano diretor de Miracema, Porto Nacional e Araguaína (Unidades CIMBA e MVZ)."
Cursos
Quanto às vagas para os cursos de graduação, a UFT disponibilizou 3.520. Ainda não há dados sobre vagas ociosas, pois a instituição está em período de matrícula para o segundo semestre de 2015. Isso por causa da greve, que durou cerca de 131 dias e foi encerrada no dia 8 de outubro.
Greve
Os professores pararam as atividades em 28 de maio deste ano. Eles reivindicavam melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização dos professores ativos e aposentados, além de defenderem o caráter público da educação, mas encerraram a greve sem um acordo com o governo.
Os servidores técnicos administrativos, que também estavam em greve desde maio, suspenderam a paralisação em setembro. Em nota, o sindicato da categoria havia informado que tomou a decisão porque não houve qualquer avanço nas negociações com o governo. O documento diz ainda que a intenção é mobilizar os servidores e fortalecer as bases para um "futuro momento de luta".
Fonte: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2015/12/uft-iniciou-2015-com-divida-de-r-15-mi-e-teve-corte-de-50-no-orcamento.html
Reitor da UFT presta depoimento à PF em Brasília
Márcio da Silveira está entre os oito investigados na operação Apoio Zero
Débora Ciany
O reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Márcio Antônio da Silveira, prestou depoimento hoje à Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), onde está em viagem. Ele está entre os oito investigados na operação Apoio Zero, que visa desarticular um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais, e que foi deflagrada hoje em Palmas, Gurupi, Porto Nacional e no Rio de Janeiro (RJ). Na casa de Silveira, em Palmas, agentes da cumpriram mandado de busca e apreensão.
Os valores foram repassados pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) à Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto). E de onde foram retirados, das contas dos projetos para contas genéricas da fundação R$ 2.627.990,86 fazendo o caminho contrário.
De acordo com o delegado regional de investigação e combate ao crime da Polícia Federal, Cleyber Malta Lopes, o reitor prestou esclarecimentos ao ser apresentar espontaneamente na sede da PF em Brasília. Lopes informou que a na capital federal se deu em virtude da presença do reitor na cidade.
Na casa de Silveira foram apreendidos documentos relacionados à execução dos projetos como recibos e outros documentos que apontam para o suposto vínculo com transferência de recursos. “Estamos apurando se eventualmente o reitor foi beneficiado com este desvio de recursos, mas a investigação que vai realmente entender se houve participação ou não, tudo esta sendo apurado”, disse. Já da Fapto, foram ouvidos o atual gestor e o diretor anterior.
Em nota, enviada às 16h09, a UFT informou, por meio da Diretoria de Comunicação (Dicom), que o reitor “foi espontaneamente a sede da Polícia Federal da Capital para esclarecer os fatos que cabem a ele como gestor da UFT”.
http://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/estado/reitor-da-uft-presta-depoimento-%C3%A0-pf-em-bras%C3%ADlia-1.1007560
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Operação da PF combate suposto desvio de recursos públicos na UFT
Parte do valor destinado aos projetos não teve comprovação de aplicação.
Polícia vai cumprir mandados em três cidades do TO e no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal deu início a uma operação de combate a um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais, envolvendo a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto). "Apoio Zero" foi deflagrada nessa quinta-feira (17) e vai cumprir oito mandados de condução coercitiva e dez mandados de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Gurupi e Rio de Janeiro. A ação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal e com a Controladoria Geral da União.
Segundo a polícia, serão conduzidos coercitivamente integrantes da alta administração da UFT e da Fapto, além de empresários. Já os mandados de busca e apreensão serão cumpridos na Universidade, na Fundação, em duas empresas e nos endereços residenciais dos investigados.
De acordo com a PF, a UFT teria repassado dinheiro à Fapto, para realização de projetos de ensino, pesquisa e extensão. O dinheiro era transferido de contas específicas de projetos para contas da administração da Fundação.
Mas parte dos valores não voltava às contas dos projetos. Por isso, a polícia acredita que esse recurso possa ter sido desviado para outras pessoas e empresas ligadas aos gestores da Fapto, através de transferências e saques.
Conforme a PF, as investigações começaram em julho desse ano e com autorização judicial foram feitas análises de extratos bancários. Os documentos mostram que em 2014 foram movimentados R$ 6.629.797,37 entre contas correntes específicas de diversos projetos e contas genéricas da administração da Fundação.
Desse total, R$ 4.001.806,51 saíram de contas de projetos e foram para contas genéricas da Fapto. Já o montante de R$ 2.627.990,86 saiu das contas genéricas para contas específicas dos projetos. Ou seja, houve uma diferença de R$ 1.373.815,65 que saiu das contas específicas de projetos para as contas particulares da Fundação. Segundo a polícia, não houve a comprovação de que esse recurso foi aplicado na execução de projetos.
Operação
Segundo a PF, o nome Apoio Zero é uma referência a atuação da Fapto, que em vez de prestar apoio aos projetos da UFT, usava o dinheiro destinado a eles, de forma ilegal. Mais de 40 policiais federais participam da operação. Ainda de acordo com a polícia, as pessoas envolvidas na fraude podem pegar entre 2 a 12 anos de prisão.
Resposta
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) disse, por meio de nota, que está apurando internamente os trabalhos de investigação da Polícia Federal sobre possíveis problemas envolvendo ações administrativas da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapto).
"A Universidade esclarece ainda que o documento encaminhado pela Polícia Federal ao gabinete da reitoria deixa claro que não há provas de envolvimento do reitor e dos demais dirigentes da Universidade em supostos procedimentos ilícitos, que, por ventura, tenham ocorrido na Fapto."
O G1 também procurou a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), mas nenhuma resposta foi enviada até às 17h.
Confira a nota enviada pela UFT:
Nota de esclarecimento
"A Universidade Federal do Tocantins (UFT) informa que está apurando internamente os trabalhos de investigação da Polícia Federal sobre possíveis problemas envolvendo ações administrativas da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapto). O reitor da instituição, Márcio Silveira, está em Brasília, e foi espontaneamente a sede da Polícia Federal da Capital para esclarecer os fatos que cabem a ele como gestor da UFT. A Fundação é uma instituição autônoma e com ritos independentes da gestão da Universidade. Conta com o conselho fiscal e deliberativo, onde são tomadas as decisões e aprovadas às contas. Essas contas também são auditadas pelos órgãos federais de controle. Nesse sentido, o reitor esclareceu junto à polícia federal não ter indícios que o levem a suspeitar da lisura dos procedimentos da Fapto.
A Universidade esclarece ainda que o documento encaminhado pela Polícia Federal ao gabinete da reitoria deixa claro que não há provas de envolvimento do reitor e dos demais dirigentes da Universidade em supostos procedimentos ilícitos, que, por ventura, tenham ocorrido na Fapto.
No entanto, a UFT, primando pelo compromisso ético com a educação e a sociedade tocantinense, através de seu corpo gestor, se coloca a disposição para contribuir com as investigações e informar corretamente sobre esses acontecimentos, na medida em que os mesmos forem sendo devidamente esclarecidos."
Fonte: http://g1.globo.com/to/ tocantins/noticia/2015/12/ operacao-da-pf-combate-desvio- de-recursos-publicos- envolvendo-uft.html
Fonte: http://g1.globo.com/to/
A Farsa do DCE/UFT
Vitor Castro
Estudante do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Tocantins
Hoje, terça-feira (15/12), acontece a “eleição” para a nova diretoria do DCE UFT, que há mais de 9 meses estava em vacância. Os estudantes da UFT, no entanto, se deparam com uma situação inusitada: só há uma chapa “concorrendo” ao pleito.
Como isso é possível?
Como uma universidade federal, com 7 campi, mais de 50 cursos e 18 mil estudantes matriculados, não tem outros 12 nomes para apresentar nessa eleição?
O que está por trás dessa tal “Unidade” que a chapa única tanto fala?
Vamos analisar à fundo essas questões, e saber até aonde vai essa “Novidade”.
O CEB
O Conselho de Entidades de Base (CEB), é a reunião de todos os Centros e Diretórios Acadêmicos (CAs e DAs) da UFT e é o responsável por convocar a eleição do DCE. Segundo o estatuto do DCE, deveria ser realizado duas vezes ao ano, garantindo ampla discussão acerca da universidade e do movimento estudantil. No entanto, o que vemos é um CEB mecânico, feito por mera formalidade, e predeterminado por acordos partidários, antes mesmo de acontecer.
A maioria dos CAs e DAs já chegam loteados e com voto “amarrado”. Os poucos que não o são, ou são pressionados a ceder no momento das votações, ou são subornados ou simplesmente atropelados pelos partidos que comandam o CEB.
Nesse último CEB, em particular, uma aliança entre PT, PSDB, PSB, Democratas e PCdoB, foi a “vencedora”. No acordo, constavam as cadeiras referentes aos conselhos superiores da UFT (CONSEPE e CONSUNI), além da comissão eleitoral do DCE, que foi indicada totalmente pelo PSB.
Destaque para as entidades FRAUDADAS que estão em vacância há muito tempo, e mesmo assim, votaram durante o CEB, como o CA de História do campus de Porto Nacional, que foi apresentado pela juventude do PCdoB, por exemplo.
A COMISSÃO ELEITORAL
A Comissão Eleitoral (CE) foi eleita no CEB com um único intuito: garantir ao PSB e seus aliados, vantagens durante o período eleitoral.
Não é verdade, por exemplo, que só uma chapa tentou se inscrever. Estudantes do campus de Arraias, tentaram inscrever chapa, mas segundo eles, não foram atendidos por nenhum membro da tal CE. Esses não tem destaque político suficiente para fazer frente ao grupo hegemônico, e por tanto teriam sido simplesmente ignorados do processo.
Outras várias irregularidades podem ser observadas, como o fato de não haverem divulgado as inscrições de chapa nos murais dos campi e a divulgação da chapa inscrita tenha acontecido só 6 dias depois de encerrado o prazo de inscrição, quando o regimento garante que tal divulgação deve acontecer em, no máximo, 24 horas após a inscrição da chapa.
No CEB também foi aprovado que a comissão eleitoral ficaria responsável por apresentar denúncia no Ministério Público contra a última gestão do DCE, por essa não ter comparecido ao CEB para prestar contas da gestão, como manda o estatuto da entidade. Isso só não aconteceu porque, na prática, a Comissão Eleitoral é a gestão anterior do DCE UFT.
Se ainda resta alguma dúvida sobre a parcialidade da CE, como explicar que em pleno dia de eleição, a presidenta da tal chapa única, veio ao grupo da UFT no Facebook, PEDIR VOTOS, quando o regimento proíbe isso absolutamente, e a CE que é administradora do grupo, nem se quer se pronuncia?
Uma palavra: Encenação.
A CHAPA
Falar do histórico completo das tendências políticas que compõe essa chapa iria levar muito tempo. Deixemos para um próximo artigo. Em vez disso, vamos falar sobre a história recente dessa estapafúrdia aliança.
A gestão anterior do DCE UFT, era regida por expoentes políticos do PSDB, Democratas, PSB, PV, PSD, PMDB e Solidariedade. A chapa mais “forte” que concorreu contra esses era formada por PT, PCdoB e PP.
Os dois lados colecionam malfeitos. O grupo majoritário que compunha a última gestão, protagonizou o “golpe da UEE” que sepultou a União Estadual dos Estudantes do Tocantins em 2012, além de ser responsável pelas piores gestões desse DCE, que por eles é dirigido há mais de 3 anos. Do outro lado, estão aqueles que em Abril desse ano, fraudaram a ata do DCE da UFT no Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg da UNE), apresentado-se como “gestão vigente”, enquanto o DCE jazia em vacância há mais de 2 meses. Juntos, “elegeram” 18 delegados em nome dos estudantes da UFT, para representá-los no Congresso da UNE (CONUNE) que aconteceu no começo de Junho.
Se colocaram como opositores uns dos outros, até a chegada do CEB, quando a aliança PSDB, PT, PSB, Democratas e PCdoB foi oficialmente formada. Partidos como o PP, apoiam a chapa, mas sem representatividade nos cargos.
É importante lembrar, que essa aliança só foi possível graças ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha, ter mudado de partido, do PP para o PSB. O PSB, partido do nosso ex-reitor, Alan Barbiero, era a espinha dorsal da última gestão do DCE, enquanto a prefeitura de Palmas era, politicamente, “madrinha” da oposição. Com a mudança de partido, a prefeitura unificou os campos políticos do movimento estudantil da UFT, já de olho na reeleição no ano que vem.
Mas nem todos da chapa participam dos acordos de bastidor. Existem sim 2 ou 3 componentes da chapa oficial, que nem sequer sabem “quem é quem” nesse grupo. Destaco o estudante Rafael, do curso de Medicina, que sempre se mostrou muito coerente. Mas vale considerar que, o problema dos grupos ruins não são as pessoas ruins que neles estão, e sim as pessoas boas que os apoiam à fazer o mal…
POR QUE AGORA?
O DCE estava em vacância desde fevereiro. A gestão anterior, como diz o estatuto, tinha a obrigação de convocar o CEB para que novas eleições fossem realizadas, e não o fez. A “oposição” poderia ter chamado o CEB com maioria de CAs ativos, mas também não o fez.
Por que então essa “eleição em tempo recorde” agora?
Simples: eleições municipais de 2016.
Se a eleição acontecesse em Março ou Abril, como deveria, entraria em vacância novamente em maio do ano que vem, exigindo um novo “esforço” dos partidos para uma outra eleição de DCE.
No próximo ano, enquanto prefeitos e vereadores se digladiarem por votos na TV, rádio, nas redes sociais e nas ruas, o DCE virará palanque eleitoral para vários deles. A prefeitura de Palmas será a mais “aclamada” pela nossa “coerente” entidade. Há ainda aqueles que irão se candidatar à vereador, e já contam com a UFT como curral eleitoral.
Não vamos nos esquecer também que em Abril do ano que vem, teremos a eleição de reitor da UFT. Embora a candidata à presidenta não seja aquela que a reitoria queria (porque o candidato “preferido” se ausentou da chapa por razões pessoais), essa chapa casa perfeitamente com os interesses reitoristas.
Teremos a gestão mais atrelada à administração da história da UFT.
Vale até pensar em mudar o nome da entidade de DCE para DCR (Diretório Central da Reitoria). Creio que só não o fazem porque é muito importante manter as aparências.
Mais do mesmo, mas dessa vez, pior!
Acabou-se o pudor de fingir que o que importa não são os cargos, vantagens e apoios partidários externos advindos do DCE.
Estamos “fodidos e mal pagos”, como diz um professor do colegiado de Arquitetura.
E os culpados? São os alunos sim, mas não só eles. Concorrer contra um aparato gerado por reitoria, deputados e prefeituras é quase impossível para o “estudante comum”.
Mas é verdade também que, enquanto os estudantes independentes não se atentarem ao processo, estamos fadados a vê-lo se repetir.
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